Fisioterapia na prevenção da sarcopenia em mulheres a partir dos 40 anos: revisão narrativa crítica sobre avaliação físico-funcional e exercício terapêutico
Patrícia Babireski Bacellar Bacellar, CGivanildo Nascimento dos Santos, Andrea Siqueira Santos Borges, Michele Cristina Melo, Flávia Bitencourt Pires · RCMOS - Revista Científica Multidisciplinar O Saber · 2026
A meia-idade e a transição menopausal constituem períodos relevantes para a preservação da reserva musculoesquelética feminina, embora 40 anos não representem ponto de corte diagnóstico para sarcopenia. O objetivo desta revisão narrativa crítica, apoiada por busca estruturada, foi analisar efeitos e limites de intervenções baseadas em exercício sobre força, massa ou qualidade muscular e desempenho físico em mulheres na meia-idade e após a menopausa, examinando como a avaliação físico-funcional e o exercício terapêutico podem fundamentar a atuação fisioterapêutica. PubMed/MEDLINE e PEDro foram pesquisadas em 20 de agosto de 2026 para publicações entre janeiro de 2015 e a data da busca. Foram selecionadas 17 publicações de intervenção diretamente relacionadas aos desfechos de interesse; consensos, diretrizes e revisões sistemáticas foram utilizados para contextualização. O ganho de força apresentou a direção mais consistente, enquanto as respostas de massa muscular variaram conforme volume, intensidade, duração, condição inicial e método de mensuração. Programas resistidos, funcionais, sensório-motores e de força com impacto foram associados a melhoras em componentes do desempenho físico. Entretanto, comparadores ativos, amostras pequenas, perdas de seguimento, cointervenções e descrição incompleta do profissional responsável limitaram a atribuição causal e profissional. Um ensaio informou supervisão por fisioterapeuta, mas nenhum comparou categorias profissionais ou avaliou a incidência de novos diagnósticos de sarcopenia. Conclui-se que o exercício terapêutico pode favorecer a preservação de marcadores relacionados à sarcopenia, desde que integrado à avaliação físico-funcional, individualização, monitoramento e reavaliação. A efetividade especificamente atribuível à fisioterapia e a prevenção da incidência permanecem não demonstradas.